sexta-feira, 8 de abril de 2011



DAS BREVIDADES...


cláudia helena villela de andrade


Que breve pode ser o amor...

Efêmero aos olhos atraentes,

Instável quando inexistente

Eterno sempre que verdadeiro.


Que breve nunca seja a poesia...

Do encanto maior do seu autor

Do ritmo que balança os versos

Da magia da pena sobre o branco.


Que breve é a vida...

Renovada a cada aurora,

Desabrochada num vermelho dia

Para o consolo de todas as almas.


Que os pássaros batam suas asas

Em vôos longos, por terras estrangeiras

Mas voltem a cantar em nossas janelas

Tão breve quanto o tempo assim marcar.


E a Brevidade (quitute antigo)

Feita em forma de empada,

De tenra massa polvilhada,

Ainda que breve como a vida,

Seja degustada e digerida...

Um comentário:

Samurai Azul disse...

na brevidade do tempo as borboletas pousam nas folhas do outono e encantam a paisagem da vida.