quarta-feira, 26 de maio de 2010

REFLEXÃO IMPORTANTE

 
Parece mentira, mas foi verdade:
No dia 1°/Abr/2010, o elenco do Santos atual campeão paulista de futebol  foi a uma instituição que abriga trinta e quatro pessoas. O objetivo era distribuir ovos de Páscoa para crianças e adolescentes, a maioria com paralisia cerebral.

Ocorreu que boa parte dos atletas não saiu do ônibus que os levou.

Entre estes, Robinho (26a), Neymar (18a), Ganso (21a), Fábio Costa (32a), Durval (29a), Léo
(24a), Marquinhos (28a) e André (19a) – todos ídolos super-aguardados.

O motivo teria sido religioso: a instituição era o Lar Espírita Mensageiros da Luz, de Santos-SP, cujo lema é Assistência à Paralisia Cerebral

Visivelmente constrangido, o técnico Dorival Jr. tentou convencer o grupo a participar da ação de caridade. Posteriormente, o Santos informou que os jogadores não entraram no local simplesmente porque não quiseram.

Dentro da instituição, os outros jogadores participaram da doação dos 600 ovos, entre eles, Felipe (22a), Edu Dracena (29a), Arouca (23a), Pará (24a) e Wesley (22a), que conversaram e brincaram com as crianças.

Eis que o escritor, conferencista e Pastor (com Pmaiúsculo) ED RENÉ KIVITZ, da Igreja Batista de Água Branca (São Paulo), fez uma análise profunda sobre o ocorrido e escreveu o texto "No Brasil, futebol é religião", que abaixo tenho o prazer de compartilhar.
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No Brasil, futebol é religião por Ed Rene Kivitz
Os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa.
Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso, cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.

A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé.
A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.

Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno; ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo; ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.

O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a
intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai.
E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.

Mas, quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio
de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.
Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se deem as mãos no mundo da busca de
superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.

Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina  ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental.

Ed René Kivitz, cristão, pastor evangélico, e santista desde pequenininho

 
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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Clarice Lispector


"Saudade é um pouco como fome.Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda qua a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida"

domingo, 9 de maio de 2010

FELIZ DIA, MÃE! DO MEU FINITO MUNDO PARA O SEU INFINITO !

 

Para ver a felicidade chegar

 

 cláudia helena villela de andrade


Se esta rua fosse minha,
eu mandaria o carro de boi passar
mugindo  melancolia,
cantando a  singela  moda
do rangido  da carroça.
Se o mundo fosse meu
e  a vida respirasse certezas
eu acharia a tiara de brilhante
perdida no baile da  cidade
no infinito do meu  passado.
Se esta rua fosse minha
e se eu não fosse só um grão,
na rua que nunca foi minha,
eu arrastava esse tempo
para o tempo da minha rua.

Enxugaria a terra,
contorceria a água,
diria que a  areia é fina,
e que Deus  não é ventania.
É um botão de rosa carmim.

Sentaria olhando a praia,
debaixo do céu vermelho,
esperando  cair a chuva fina,
nua como minguante de lua.
Crua de pensamentos e de mim.

Agora o tempo escafedeu-se
o carro é  movido a cavalos.
A rua é uma avenida
A física duvida de Deus
e nem o mundo  é mais meu.


Rua Rodolfo Dantas n 40, Prédio de esquina à direita, nono andar,por coincidência o único andar que tem uma janela aberta. As fotos achei na internet.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Poema/ Vigília



VIGÍLIA

Cláudia Helena Villela de Andrade


 Se eu não dormir?

Ultrapassar sem falha
A impaciência da insônia,
Das horas no vácuo,
Ouvindo o pêndulo do relógio da sala
E a luz da lua que não se mexe
No silêncio de Orion sem cauda,
Fixa, permanente.

Vou plantar sonhos na minha seara.
 Ceifar a noite decantada de madrugada,
Sem descanso, feito um rio de inverno que não seca,
Filete sem vida.
Insistente.

 Se eu não dormir?

O sabiá não cisca o grão na minha mão
Porque a trava do viveiro quebrou
E os pássaros migraram de mim...
Estão aqui e deixaram-me.
Voam sobre pastagens e
Perseguem os cantos de quem nunca morre.
Não adianta ter pássaros em gaiola.


 Se eu não acordar?

Meus olhos vão sangrar
De peso e de pedra.
Minhas mãos, em cruz,
Sem o próprio abraço.
Nem a terra há de querer
O resto sólido da minha alma.
Para sempre insepulta.


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Rio e Niterói vítimas do descaso!

"O morro não tem vez e o que ele fez já foi demais. Mas olhem bem vocês quando derem vez ao morro toda a cidade vai cantar"


Chora Rio de Janeiro, chora Niterói. Até quando vão largar seus filhos ao deus dará. Chora a mãe que ficou sem os filhos, os filhos que ficaram sem os pais. Chora o mar, chora o mar. O tempo vai passar e todos vão esquecer e tudo vai continuar. Tudo vai continuar até sempre. Até mais que sempre.Pra sempre assim, tão miseravelmente abandonados.

Por cláudia helena villela de andrade

sexta-feira, 19 de março de 2010

E o outono chegou...



OUTONO



Cláudia Helena Villela de Andrade


Trago o outono dentro deste poema

e recolho suas folhas manchadas de amarelo.

Do outro lado do mundo a primavera sangra.

Flores vermelhas desabrocham-se

em jardins-túmulos.

Crianças desconhecem suas ruas.

Mulheres choram a agonia crônica.

Os homens tornam-se outonos

espalhados pelos ventos

 silenciosos

 espantados pela morte.

Nenhum botão de rosa branca se abrirá

e a cidade passará à próxima estação.

Quando o inverno, enfim, chegar naquele lugar,

meus pés estarão inchados de tanto verão

e meu coração parado de absurdo.

Não existe inverno em Bagdá?

Mas existirá.

Existirá.








terça-feira, 16 de março de 2010

VIVA O VERDE!


A nova era


Cláudia Helena Villela de Andrade


Eu calipto 

Tu caliptas

com o machado, por dólares.

Olho por olho, verde por verde.



quinta-feira, 11 de março de 2010

Miniconto





Oca solidão




Cláudia Helena Villela de Andrade


O silêncio encobre os lábios. Beijos não beijam apenas. Matam. As paredes escutam o absoluto badalar das horas no relógio antigo cujo pêndulo está embriagado. No quadro do corredor, a paisagem se afoga num riacho longínquo e desconhecido que vem de algum lugar e vai para lugar nenhum. De um lado para o outro os passos vão e voltam. O coração respira coração e aspira solidão. O beijo é o breu. A  alma...o tic tac bêbado.



domingo, 7 de março de 2010

Evolução na alimentação humana. Pense nisso!









A SAÚDE - AS FRUTAS NA MEDICINA DOMÉSTICA


A doença nunca vem por acaso. É o próprio homem que provoca a causa de seus enfermidades.
Nós mesmos é que nos fazemos doentes e culpamos alguém ou alguma coisa – Deus, os médicos, os micróbios, o clima – e não nos lembramos de culpar-nos a nós próprios. O que procuramos é fugir da nossa responsabilidade: uma revisão cabal do nosso modo de viver, uma completa reforma dos nossos hábitos. A saúde é um tesouro cujo valor só é reconhecido tarde demais, muitas vezes quando já irrecuperavelmente perdido.
O principal fator de saúde é que o individuo possua sangue limpo. Pelos vasos sanguíneos flui a corrente da vida, levando a todos os setores do corpo as substâncias vitalizantes. Todos os órgãos se alimentam, operam as suas trocas e exercem suas funções, graças à corrente sanguínea.
Se o sangue é impuro, em virtude de uma alimentação imprópria, todo o corpo se contamina, e também o cérebro, que, devendo ser o reservatório de pensamentos lúcidos, fica, em vez disso, embotado, obscurecido e entravado no desempenho de suas funções elevadas.
Pessoas que parecem estar em perfeito juízo muitas vezes cometem desatinos que não seriam capazes de cometer se arrazoassem, pensassem por um instante, e usassem de paciência, mas não o fazem porque estão doentes, ainda que nem sempre o saibam. Alias, a humanidade em geral está enferma, física e espiritualmente.
Como seres energéticos, devemos aprender a manter nossas vibrações em estado harmonioso, em sintonia com as vibrações mais elevadas e puras do universo.
Isso é mais facilmente conseguido quando reconhecemos os alimentos que nos abastecem com energia pura, as plantas, frutas, ervas e a água, fazendo de nosso corpo, um jardim iluminado e perfumado.
Ingerir alimentos industrializados e carnes de forma corriqueira, entope nossos vasos sanguíneos, transformando nosso organismo num cemitério e depósito de lixo; assim como estamos fazendo com o nosso meio ambiente ocorre com o nosso ambiente interno.
O cheiro de nosso suor, fezes e urina reflete esse estado interno, pois toda a carne consumida, continua seu processo natural de apodrecimento da mesma forma. Só que ao invés de enterrarmos o cadáver do boi, do frango na terra, enterramos no nosso próprio corpo.
Mas o processo de putrefação não pára por causa disso. A maior parte da humanidade carrega um cemitério animal em sua barriga. A humanidade é a maior causadora de dor, sofrimento e morte para a vida do reino animal. A Terra está carregada energeticamente dessa dor provocada na vida dos animais.
Pessoas que desejam elevar-se enérgica e espiritualmente, devem parar e refletir sobre isso e negar o alimento que vem da exploração gananciosa da dor e morte dos animais.
Uma prática muito salutar física e espiritualmente, é o jejum semanal. Para isso, é necessária uma preparação no dia anterior, limpando o intestino com a ingestão de alimentos fibrosos, muita água e chá laxante.
E o rompimento do jejum, ao final do dia do mesmo ou no dia seguinte, também deve ser de forma leve e suave. Lembre-se de que é em sua rotina diária que você se harmoniza ou desarmoniza com as leis de saúde e paz.
Através dos alimentos saudáveis, sólidos, emocionais (sentimentos) e energéticos (ar, sol, alegria) você mantém a estrutura para uma vida integral e integrada.

PROF. ALFONS BALBACH – AS FRUTAS NA MEDICINA DOMÉSTICA

sábado, 6 de março de 2010

Poeminnnn

No tempo das andorinhas



cláudia helena villela de andrade


Embaixo da asa
o lenço branco
adorna o cântico incerto.
Do azul, sobre a cabeça,
o vôo-luz desajeitado e desperto,
raso, de quem conhece o campo,
do vai e vem da valsa,
do cheiro da florada,
da gustação do néctar,
do trem que geme longe
de dor em vão lamento.
Por baixo do telhado,
o ninho abriga a prole
que o gavião de longe,
intencional, namora.
Andorinha do céu,
por que eu faço verso à moda antiga,
ouvindo o trinado do canário?

O mundo não consente mais cantigas
de quem quer ser “passarim”.
O verso alça o tom para outra ária:
a Nova Era,
que de boa não tem nada.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Um conto



ANJOS DO CIRCO


claudia helena villela de andrade

Chico Bala era artista de circo. Desde pequeno viajava nas caravanas do Circo Manolo. Circo de quinta categoria que se apresentava pelo interior. Ele fazia de tudo. Vestia-se de macaco para assustar a criançada, balançava no trapézio, ajudava o palhaço, engolia fogo, executava saltos mortais nas motos voadoras e equilibrava-se no fio de aço. Era o alvo do campeão de tiros e servia de bala de canhão, por isso tinha o apelido.
Nos intervalos das apresentações, vendia refrigerante e pipoca na platéia, também fazia a limpeza no final das sessões. Qualquer papel era bem executado por ele, braço direito do seu Manolo. Quase sempre era o artista principal.
Um dia, na hora da limpeza da platéia, Chico viu uma criança ainda miúda entre as cadeiras especiais. Chorava de fome a coitada. Pegou o bebê nos braços e o levou para seu trailer. Era um menino branquinho, de olhos azuis, que deveria ter dez ou onze meses, pois já ensaiava andar. A bailarina o socorreu com mamadeira e leite. Cortaram pedaços de lençóis e fizeram fraldas. Chico ficou quase toda a madrugada olhando o nenê dormindo e milhões de perguntas passaram por sua cabeça. Quem seria esse ser? Quem teria a coragem de abandoná-lo assim? Qual a sua idade certa? O que faria com aquela criança?
No dia seguinte, seu Manolo pediu ao Chico para ir à polícia entregar o menino, mas Chico não foi. Ficou adiando, enrolando, até que o circo levantou acampamento daquela cidade e foi embora para outras paragens. O menino foi junto. Todo mundo dizia que Chico estava sem juízo. Que não conseguiria criar uma criança sozinho. Que a polícia podia prendê-lo por seqüestro. Todas essas coisas que falam, mas que, nesses casos, dificilmente acontecem. Chico teimou e ficou com o menino, sem licença de juiz, sem papel, sem coisa nenhuma. Na pura coragem e cara-de-pau.
Chico batizou o menino com o nome de Francisco Filho. Seu Manolo e a bailarina foram os padrinhos. O menino Chiquinho, nesta época, já dava gargalhada e batia palminhas, o que fez Chico Bala escolher um dia para o seu aniversário de um ano. Coincidentemente estava bem perto de quatro de outubro. Dia do Santo que carregava esse nome: São Francisco de Assis. E assim foi feito. Em uma festinha improvisada, o batismo e o aniversário foram comemorados com grande alegria.
Os anos se passaram e Chiquinho cresceu feliz e contente junto de seu pai adotivo. Não podia ir à escola, por conta das viagens do circo, mas Chico Bala ensinava o pouco que sabia. Letras, números, coisinhas assim. E muita religião. Chico Bala tinha Deus no coração.
No aniversário de 18 anos do rapaz, Chico fez um festão no picadeiro do circo. Todos os adolescentes da cidade em que estavam foram convidados. A arena virou uma boate. Luz negra, som, tudo que os adolescentes gostam hoje em dia. Comida e bebida à vontade.
O que ninguém podia imaginar era que uma tragédia chegaria embaixo daquela lona. Uma turma de jovens que havia bebido demais resolveu provocar outra turma de meninos menores. Alguém puxou um revólver e atirou. Todos correram, mas, no fundo da arena, Chico Bala ficou estendido no chão com uma bala cravada na sua espinha.
Chico Bala não morreu, porém ficou paraplégico. Chiquinho cuidava dele dia e noite, com muito amor. Amor maior do que muito filho verdadeiro tem pelo pai. Além dos cuidados com o doente, o rapaz ainda fazia todo o trabalho do pai no circo.
Depois de quase um ano, Chico Bala pôde, enfim, voltar a trabalhar. Em sua cadeira de rodas, vendia ingressos no começo das sessões e no intervalo passava com seu tabuleiro de balas e biscoitos. Continuou fazendo jus ao seu apelido, com o coração sempre bom e alegre, apenas com uma pequena modificação: agora, era Chico das Balas.
Dizem que os seres de circo são anjos especiais. Trazem a alegria e a pureza latentes. As tristezas ficam por conta da maquiagem do palhaço e das desilusões que ele tem. Quase sempre isso é verdade. O palhaço chora por coisas das quais nem sabe direito o porquê. Deve ser saudade do céu. De voar entre as nuvens. De colher amoras no campo. De pisar descalço na grama. De balançar em um galho de eucalipto. De tomar banho de rio pelado. De chupar manga sentado no pé. Sem temores, sem inesperados nem enganos. Saudade de rir por rir, com a alma livre. Por isso o palhaço traz a saudade no rosto em forma de lágrima vermelha por cima da pintura branca. No interior, o pessoal tem uma mania esquisita: quando tem alguma desilusão, diz que vai embora com o circo. Como se o circo fosse composto de seres tristes e sofridos. Não é nada disso. Na confusão da vida, os artistas de circo cultivam a força do espírito para que a paz e a alegria de viver debaixo da lona sejam capazes de contagiar os espectadores. Pode-se notar isso pelo estado de ânimo de qualquer vivente ao sair no final de uma sessão de circo. A alma sempre está alegre. Tudo sempre delicado e singelo. Do começo ao fim. Puro como os animais, as crianças, os anjos e os artistas.
Assim, todo dia de apresentação, lá está Chiquinho como apresentador, no lugar do Seu Manolo, dono do estabelecimento e seu padrinho. Com uma cartola preta na cabeça e seus lindos olhos azuis, ele grita na maior alegria:
— Respeitáaaaavel púuuuublico!
Imediatamente seus olhos se levantam para o alto da lona e ele agradece a Deus por ter caído do céu bem ali, entre as cadeiras especiais. Perto de Chico das Balas, seu pai.
De longe, com o tabuleiro de bala no colo, Chico das Balas observa orgulhoso o filho, grande artista de circo, com a mesma alegria de sempre. De todo o sempre.
Só podem ser anjos. Só podem...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Formatura na Universidade Holística do Brasil/Guaratinguetá/SP/2009


Eu,Denise, Neide, Geisa e Regina


Profa e Diretora Marilena e  eu


eu, na apresentação do trabalho final

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

TERAPIA CRANIOSSACRAL

Equilibrando o funcionamento do Sistema Nervoso Central e Autônomo e resgatando a capacidade de auto cura do corpo, surge um profundo relaxamento e sensação de bem-estar em todos os níveis.

Com uma abordagem sutil e não-invasiva, a Terapia de Integração Craniossacral é uma forma de tratamento eficaz que ajuda a criar condições ótimas de saúde, encorajando a vitalidade e regulando o funcionamento do sistema nervoso através da liberação de restrições do sistema craniossacral.
Sistema fisiológico formado pelas meninges, os ossos cranianos, o sacro, o fluido cerebrospinal (liquor ou líquido cefalorraquidiano) e as estruturas que controlam o fluxo de secreção e drenagem do líquido.

Melhorar o funcionamento do sistema craniossacral (craniosacral ou crânio-sacro) significa melhorar a circulação do liquor, que circula entre as meninges ao redor do cérebro e ao longo de toda coluna vertebral.
O liquor é um líquido claro filtrado do sangue por estruturas especificas (plexo coroidal) nos ventrículos dentro do cérebro que tem por função a nutrição, a proteção mecânica e química do cérebro e medula espinhal. O sistema craniossacral exerce um influência poderosa e direta sobre o cérebro e a medula espinhal, além das glândulas pituitária e pineal.
"O líquido cerebrospinal é o elemento conhecido mais refinado no corpo humano... Aquele que for sensato verá que este grandioso rio da vida deve ser aberto e o campo murcho deve ser irrigado imediatamente ou a colheita da saúde estará perdida para sempre"- Dr. A.Still
Ritmo Craniossacral

A produção e distribuição do liquor pelo Sistema Craniossacral cria uma pulsação ritmica que pode ser percebida em qualquer parte do corpo por meio de palpação especifica, sendo independente dos ritmos cardíaco e respiratório. Por sua íntima relação com o sistema nervoso e endócrino, podemos dizer que o bom funcionamento do sistema craniossacral promove a saúde no corpo inteiro.
"Os vermes nao comem a madeira viva onde corre a seiva vital; a ferrugem não impede a abertura do portão quando as dobradiças são usadas todos os dias. Movimento traz saúde e vida. Estagnação traz doença e morte" - Provérbio da Medicina Tradicional Chinesa
Origens:
A Terapia Integração Craniossacral tem sua base nos estudos pioneiros do osteopata americano Dr. William Sutherland no inicio do século 20 (1920-1930 aproximadamente).
Ele observou que os ossos do crânio permitiam um pequeno grau de movimentação entre eles, uma idéia radical que contrariava os textos de anatomia da Escola Inglesa que ensinavam que os ossos cranianos eram solidificados antes da idade adulta.
Desenvolveu pesquisas e experiências que deram origem a um sistema de tratamento chamado de osteopatia craniana.
Desde os anos 70, o osteopata James Jealous continua os estudos da odisséia perceptual de Sutherland, desenvolvendo o modelo biodinâmico da osteopatia craniana, revolucionando e inovando a prática da osteopatia tradicional.
Outro médico e osteopata americano, Dr. John Upledger, descobriu acidentalmente o Sistema Craniossacral durante uma cirurgia de rotina e desenvolveu uma série de pesquisas na Universidade de Michigan que comprovaram e deram origem as bases científicas do sistema craniossacral, sua função e técnicas de tratamento que podem resolver uma grande gama de problemas de saúde, a chamada Craniosacral Therapy.
Já nos anos 80, Franklin Sills desenvolveu a abordagem da chamada Biodynamic Craniosacral Therapy, considerando as forças dinâmicas criadoras e organizadoras do corpo humano. A expressão destas forças por meio da chamada Respiração Primária pode ser percebida pelo terapeuta como ciclos palpáveis de expansão e contração. Tais movimentos são emanados do "Sopro da Vida", termo cunhado por Sutherland para descrever o substrato profundo das manifestações físicas que refletem uma dimensão perceptual nao-física. Nesta abordagem moderna, os terapeutas atuam como facilitadores das condições em que as forças naturais do corpo podem ser otimizadas para que as auto-correções ocorram com segurança e eficácia.

Harmonia e Equilíbrio

Dissolvendo-se as tensões físicas e os bloqueios psico-emocionais que interferem no funcionamento saudável do Sistema Craniossacral, os mecanismos de auto cura do corpo são ativados, surgindo um estado de profundo relaxamento, integração e bem estar.
Integração Craniossacral é mais do que uma técnica; é um convite a um reencontro com nosso próprio Ser, com a própria celebração da Vida...
Fonte:


"O Amor"


É a força mais curativa do mundo.

Nada penetra mais profundo do que o Amor:

ele cura não apenas o corpo, nem apenas a mente, mas também a alma.

Então, tornamo-nos um ser total, completo –e ser total é ser sagrado."

"A saúde física é um fenômeno superficial; pode acontecer através da medicina,

pode acontecer através da ciência.

Mas o centro mais profundo do ser pode ser curado somente através do Amor.

Aqueles que conhecem o segredo do Amor conhecem o maior segredo da vida.

E então, não há miséria para eles, nem velhice, nem morte."

Osho

terça-feira, 24 de novembro de 2009

LIAN GONG

A ginástica Lian Gong em 18 terapias, foi desenvolvida na China, pelo Dr. Zhuang Yuen Ming, médico ortopedista da Tradicional Medicina Chinesa (TMC), na década de 60.
Dr. Zhuang atendia, com mais 25 médicos, em um hospital de Shangai e notou que a partir da década de 60, aumentaram o número de casos de dores musculares e articulares de seus pacientes, em sua maioria trabalhadores de fábricas e escritórios da região. Tal fato se relacionava com a mudança da economia chinesa de rural para industrial e com os decorrentes desdobramentos para o corpo humano dos indivíduos envolvidos nesta transição.
Baseado no Tui Na, milenar arte fisioterápica chinesa, e na tradição dos trabalhos corporais chineses, o Dr. Zhuang sintetizou, em um primeiro momento, um conjunto de 18 exercícios que atuassem no corpo humano, da coluna cervical aos dedos dos pés. Ou seja, com a prática de 12 minutos diários de exercícios uma pessoa pode prevenir-se da maioria dos problemas decorrentes de má posturação ou de movimentos agressivos à lógica do corpo humano.
Posteriormente foram elaboradas mais duas seqüências de 18 movimentos cada, ampliando assim as possibilidades terapêuticas desta prática, com exercícios para as articulações e tendões e para o fortalecimento do coração e pulmão. Cada uma destas partes tem duração de 12 minutos também.
Todos os exercícios são feitos na postura em pé, acompanhados por uma música especialmente desenvolvida para a prática, sem necessidade de roupas especiais, e utilizando uma respiração natural. A característica básica dos exercícios é a fusão de movimentos de alongamento com tração, controlado pelo praticante, dentro de seus próprios limites. Assim, esta ginástica, agindo de forma suave sobre os sistemas circulatório e articular, mobiliza o tônus muscular, suaviza os enrijecimentos e estimula a “lubrificação” das articulações.

A prática constante destes exercícios tem se revelado como um excelente instrumento na correção postural dos praticantes, bem como na melhora geral do indivíduo, combatendo os sintomas do stress, as ansiedades e irritabilidades além das ações positivas localizadas, específicas de cada exercício.
Por outro lado, tem-se notado nas práticas aplicadas junto a empresas, que o Lian Gong, por não ter um caráter competitivo mas sim de aprimoramento individual, estimula sobremaneira a integração entre aqueles que o praticam.
Lian Gong em 18 Terapias não é uma panacéia para todos os males, mas com certeza é uma prática que reúne conceitos ocidentais e orientais com uma simplicidade, eficácia e alegria não encontradas em outras práticas.(texto extraido do site da sociedade paulista de lian gong)
http://www.liangong.com.br/

Porem, eu conheci a Profª Eliana Costa, de São José dos Campos numa maratona holística em Maria da Fé/MG e pude ver, pessoalmente, os benefícios desta modalidade para todas as idades.




Treinamento na China



Profa Eliana

Profa Eliana



Treinamento na China




segunda-feira, 2 de novembro de 2009

INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL

Você é Espiritualmente Inteligente?



 No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune. Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos em uma cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".

 Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, "O Ser Quântico" e "A Sociedade Quântica", já traduzidos para o português. "QS - Inteligência Espiritual" já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho.

 Ela falou a EXAME em Porto Alegre durante o 30º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suíça, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo.

 
Eis os principais trechos da entrevista:


 O que é inteligência espiritual?

  É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.

 De que modo essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira inteligência?

 Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais.. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos interiores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.

 Qual a diferença entre QE e QS?

 É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goldman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que para algo significa mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade. No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções. A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.

 Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:

  1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo

 2. São levadas por valores. São idealistas

 3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade

 4. São holísticas

 5. Celebram a diversidade

  6. Têm independência

  7. Perguntam sempre "por quê?"

 8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo

  9. Têm espontaneidade

 10.Têm compaixão














domingo, 1 de novembro de 2009

Fortifique isso em você...

“Simplesmente aceite-se como você é. Não condene, nada deve ser condenado, nada deve ser julgado.


Não há como julgar, não há como comparar, porque cada pessoa é única.

Nunca houve alguém como você e nunca haverá novamente; assim, você está sozinho; a comparação não é possível.

E esse é o jeito que a existência o quer, é por isso que você é desse jeito.

Então, não lute com a existência, e não tente se melhorar, se não você criará uma confusão.

É assim que as pessoas criam uma confusão em suas vidas.
Assim, esta é a minha mensagem para você: aceite-se.”
(Osho)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

ANIVERSÁRIO THITINA - Penedo/2009


Alê,Anna,Thitina e Carlos


Eu,Thitina,Anna e Carlos

Comidinhas...hum...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Miniconto

A foice e o biscoito


cláudia helena villela de andrade

As nuvens dos meus olhos estão negras. Vai chover a qualquer momento e, dentro do pingo, sou a própria chuva. Talvez, após esse biscoito que mastigo sem fome — e que de olhos fechados faz barulho de trovoada —, eu alimente, de imediato, essa paisagem bucólica e quadrada que se repete. Todos os dias, tudo igual... só muda a cor do céu.
Ali no canto, cansada, a foice me observa. De garganta seca, soluça... lágrimas de fio certo, lâmina brilhante, pronta pra trabalhar. E eu nem acabei de engolir o biscoito...


domingo, 25 de outubro de 2009

AURORA BOREAL -( foto da Lapônia, Finlândia )



Existe uma lenda, que tem passado de geração em geração, sobre as Luzes do Norte e a sua existência. Esta lenda conta que:

Há muitos anos, uma bela raposa avermelhada corria por uma montanha no extremo norte. Estava cansada de tanto correr e de tanto afundar na densa neve. A raposa tinha que descansar; o rabo dela não podia manter-se levantado por muito mais tempo. De repente, enquanto a raposa corria pelas montanhas, seu rabo começou a tocar na neve, criando chispas de luzes e cores.

Existem muitas lendas sobre as Luzes do Norte ou a Aurora Boreal (nome científico). As Luzes do Norte sempre foram respeitadas e, ao mesmo tempo, assustavam as pessoas. Na Finlândia, as pessoas acreditavam que era perigoso dizer o seu nome em finlandês, em voz alta, "revontuli". Segundo uma crença, rir deste fenômeno noturno...podia trazer más consequências!
As renas costumam agrupar-se em grandes números quando as Luzes do Norte aparecem e, pelo visto, até os lobos tem medo e vão com muito cuidado para suas tocas. Para os caçadores, dar uma olhada na Aurora Boreal era uma promessa de ter uma boa vida com muito dinheiro. No entanto, as mulheres deles deviam ficar em casa em silêncio, porque poderiam dizer algo inapropiado enquanto estas fascinantes luzes brilhavam no céu.
Apesar do respeito e medo que tinham os finlandeses da Aurora Boreal, os Sami, os primeiros habitantes da Lapônia, acreditavam que as luzes tinham certos poderes sobre as pessoas. Diziam que se alguém assobiava debaixo das Luzes do Norte, o som acercava-se dela. Também podiam prognosticar o tempo, acontecimentos importantes ou a sorte na caça ou na guerra. As respostas era lidas nas fascinantes bandas de cores.
Cientificamente:
Aurora polar é um fenômeno óptico composto de um brilho observado nos céus noturnos em regiões próximas a zonas polares, em decorrência do impacto de partículas de vento solar com a alta atmosfera da Terra, canalizadas pelo campo magnético terrestre. Em latitudes do hemisfério norte é conhecida como aurora boreal (nome batizado por Galileu Galilei em 1619, em referência à deusa romana do amanhecer Aurora e ao seu filho Bóreas, representante dos ventos nortes), ou luzes do Norte (nome mais comum entre os escandinavos). Ocorre normalmente nas épocas de setembro a outubro e de março a abril. Em latitudes do hemisfério sul é conhecida como aurora austral, nome batizado por James Cook, uma referência direta ao fato de estar ao Sul.

O fenômeno não é exclusivo somente à Terra, sendo também observável em outros planetas do sistema solar como Júpiter, Saturno, Marte e Vênus. Da mesma maneira, o fenômeno não é exclusivo da natureza, sendo também reproduzível artificialmente através de explosões nucleares ou em laboratório.